8.11.08

A História de Buddha - Iluminação



Ele se sentou sob a figueira de bodhi voltado para leste, com o firme propósito de só se levantar dali após alcançar a auto-iluminação, a sabedoria suprema, permanece durante 7 semanas à mercê das tentações de Mara (o gênio do mal), que lhe oferece toda sorte de riquezas. Mantém-se, entretanto, imperturbável. Teve uma experiência religiosa à qual deu o nome de iluminação. A partir daí passou a ser conhecido como o Buda, mais especificamente como Buddha Śākyamuni (o sábio dos Śākya).Após atingir o Nirvana, o Buda hesita em difundir sua experiência entre os homens. Conta a tradição que o próprio deus Brahma colaborou para que o Buda se decidisse a pregar a mensagem entre os homens.Firme na sua resolução, Buda reencontra os 5 ascetas que foram seus antigos companheiros, os quais irão formar o núcleo da futura Ordem (Sangha).



No Parque das Gazelas, faz o seu primeiro e clássico sermão: o seu primeiro discurso foi “a pregação de Benares”. Nele formula as 4 Nobres Verdades e aponta a Senda Óctupla, que conduz à libertação final. No curso de suas peregrinações, Chega finalmente ao reino dos Sakyas, sua terra natal. Lá converte a todos – seu pai, sua mulher, tia e filho. Durante mais 45 anos percorre a Índia, levando sua palavra ao povo.
Na sua última peregrinação, chega à cidade de Pava. E ali, na casa do ferreiro Chunda, adoece após a refeição. Sentindo-se mal, e sabendo que o fim da sua última vida estava próximo, dirige-se a Kusinagara, região onde hoje se encontra o Nepal, e lá, antes de expirar, ainda converte o monge Subhadra. Tinha, então, 80 anos. No fim de sua vida, o Buddha entrou em parinirvana, a liberação final, a paz suprema.Todos podiam entrar na sociedade búdica, pois todos tinham direito à libertação. No entanto, Buda não aboliu as castas, porquanto nascer numa ou noutra casta dependia das obras realizadas numa existência anterior. Os monges budistas, porém, tornavam-se superiores a toda casta social, porque tinham conseguido a verdadeira sabedoria.



Pouco tempo após sua morte, foi considerado o 9º avatar (encarnação) do deus Vishunu [na verdade, essa versão do Buda como a 9ª encarnação de Vishnu foi a forma encontrada para submeter o Budismo crescente ao Hinduísmo dominante.

Preservador e protetor do mundo, Vishnu compõe com Brahma (o criador) e Shiva (o destruidor) a trindade máxima da moderna religião hinduísta. Segundo a mitologia hindu, Vishnu já teria descido à terra 9 vezes (e uma décima ainda estaria por vir: O Buda Maitreya), em encarnações destinadas a salvar a humanidade de desastres naturais, a destruir os demônios tirânicos ou descobrir os inimigos da fé hinduísta. As diversas formas que ele teria tomado nesses retornos à terra são conhecidas como seus avatares. Em sua 1ª encarnação, ele teria vindo à terra na forma do peixe Matsya, para salvar Vaivaswata (o 7º progenitor da raça humana) do dilúvio universal. Em sua 8ª encarnação, Vishnu teria aprecido como Krishna, com o propósito de matar Kansa, o demônio tirânico rei de Mathura, que proibira a adoração de Vishnu e expandira seu reino cometendo inúmeros crimes.