8.11.08

O Véu de Maya

Todas as pessoas (que seriam os átomos) alinhadas numa direção (que seria o tempo), andando no deserto (que é o espaço infinito). Ora, o deserto se estende por todas as direções, mas a fila só segue por aquele estreito caminho, pois as pessoas usam tapa-olhos, como os burros de carga. Se por acaso uma pessoa resolve sair numa diagonal ou perpendicular dessa fila, as outras diriam que ela sumiu bem na sua frente, enquanto na verdade ela pode estar bem do lado, o tempo todo. É assim que se dá a aparição (e sumiço) dos "fantasmas".




O tapa-olhos seria o véu de Maya, nome dado pelos Hindus para a nossa realidade, que é apenas uma distração sensorial, uma teia de aranha, que ao mesmo tempo em que esconde, revela. Os médiuns videntes conseguem notar algo além do véu, mas nem sempre claramente, como uma pessoa que tenta olhar o mundo através de óculos embaçados.
O que me impulsionou a tal idéia foi o livro Operação Cavalo de Tróia, de J.J. Benitez, em que um major da força aérea volta no tempo para encontrar Jesus. Várias páginas são gastas explicando o processo, que consiste em aplicar uma energia que mude o eixo dos átomos, alterando seu spin. Segundo ele, o tempo como o conhecemos seria resultado do spin de nossos átomos estar no mesmo spin de tudo o mais com o que a gente interage (ou seja, nossa realidade). Mudando o spin, você pode ir parar lá no fim da fila, ou mesmo adiante. Poderia também mudar para um plano análogo ao nosso, uma realidade paralela. Impressionado pelo conteúdo do livro, li e reli exaustivamente as partes "científicas", e creio que seja possível sim, se acharmos COMO e em que quantidade aplicar essa energia, causando uma reação em cadeia que alteraria o eixo de todos os átomos.


Retirado de: Saindo da Matrix